Os primeiros passos que
transformaram o projeto do Teatro FECAP
em um estúdio de som dedicado exclusivamente à
Música Popular Brasileira foram dados em Outubro
de 2005.
Naquele mês, depois de já tê-lo discutido em várias
ocasiões com a Superitendência Executiva da Instituição,
levou-se a idéia ao produtor e agente cultural
Homero Ferreira, um produtor e agente conhecedor
da MPB com mais de 30 anos de experiência.
Homero Ferreira se apaixonou logo de início pelo
projeto e incorporou-se a ele: transformar o simples
auditório da FECAP num verdadeiro teatro/estúdio
de som voltado à divulgação da MPB. "São Paulo
necessita de um espaço como esse", diz Homero.
"A iniciativa irá para a história da Música Popular
Brasileira como inovadora."
Começava ali a se concretizar o projeto inédito
que colocaria a FECAP no caminho de seu objetivo
acadêmico mais audacioso, um Programa de Extensão
Cultural voltado tanto à sua comunidade de alunos,
professores e funcionários quanto ao público externo.
Sabíamos que não seria nada fácil. Era preciso
reunir talentos, recursos, tecnologia, acervos,
idéias, enfim, começar do zero. Tudo com pouca
disponibilidade financeira, mas muita criatividade
e disposição dos envolvidos.
Assim foi feito. Mais que nosso conselheiro, Homero
tornou-se um arregimentador dos mais qualificados
e generosos profissionais.
Além da equipe, era necessário reunir os melhores
recursos tecnológicos disponíveis no mundo para
se alcançar a performance máxima em qualidade
acústica e visual, com toda comodidade possível.
Nessa fase, Homero convidou um dos maiores arquitetos
do Brasil, especialista em projetos e consgruções
de teatro J. C. Serroni. Criador e mantenedor
do Espaço Cenográfico - Arquitetos Associados,
premiadíssimo nicho de excelência em construção
teatral e cenografia, Serroni, juntamente com
seu associado, o arquiteto Gustavo Lanfranchi,
aceitou o convite com grande entusiasmo, apesar
do pequeno porte do projeto diante das obras desenvolvidas
pelo seu escritório.
Afinal, transformar aquele auditório em um moderno
estúdio de som para abrigar 400 pessoas era um
grande desafio. Tanto foi que Serroni não só assumiu
prontamente a adaptação arquitetônica do espaço,
como também se declarou "coadjuvante" do projeto
de engenharia acústica, assinado pelo engenheiro
de som Alberto Ranellucci.
Ranellucci foi mais um craque no time que a FECAP
montou para planejar o projeto de seu teatro.
Apaixonado por música, reconhecido por sua extrema
competência em engenharia de gravação e operação
de som em espetáculos de música popular, Ranelucci
juntava-se ao time na pesquisa e definição de
materiais especiais de isolamento acústico e elétrico,
cabeamentos e ar-condicionado.
O resultado poderá ser conferido por quem vier
desfrutar deste novo espaço cultural de São Paulo.
Revestido pelo bom gosto e competência de Serroni
e Lanfranchi, o auditório agora é um estúdio de
som elegante e inédito, preparado para receber
o melhor da Música Popular Brasileira. Sem dúvida
um espaço à altura do exigente público paulista.
Com entrada independente e bilheteria de fácil
acesso, o Teatro FECAP oferece, ainda,
um wine bar, uma galeria de exposições
e uma área ajardinada, externa e contígua, além
de fachada especialmente projetada para divulgação
das atrações de sua programação.
A área externa ganhou intervenções dos designers
Dárkon Vieira Roque e Valéria Marchesoni, esta
também responsável pelo projeto gráfico e produção
de todas as peças impressas do Teatro FECAP.
Sob a coordenação do Superitendente Geral da FECAP,
Marcelo Camargo, as obras iniciaram-se em 15 de
Dezembro de 2005. Literalmente sem um único dia
de trégua, os funcionários da FECAP, liderados
pelo engenheiro Jayme Esper e pelo encarregado
Edison Luiz de Oliveira, viram nascer do seu empenho
este novo espaço cultural.
Está, então, aberta a temporada de shows do Teatro
FECAP, cuja programação também será inovadora:
os espetáculos serão realizados de quinta-feira
a domingo, sempre com shows temáticos. Produtores
serão contratados especialmente para cada temporada,
guardando as características de cada show, seus
artistas, suas peculiaridades. Já fazem parte
deste grupo de produtores Américo Marques da Costa,
produtor do Supremo Musical, Edgar Poças, músico
e pesquisador da MPB, Cristina Buarque, cantora
e pesquisadora especialista em samba, e Armando
Pittigliani, um dos mais importantes executivos
da MPB e profundo conhecedor de Bossa Nova.