O primeiro passo para a construção de um pioneiro estúdio de som voltado à MPB baseia-se num tripé que envolve profissionais competentes, tecnologia de som e de luz. Assim, o antigo auditório da FECAP, totalmente reformado, deu lugar a uma sala acusticamente trabalhada para espetáculos ao vivo a para gravação de áudio/vídeo.

A obra foi radical para cumprir as determinações técnicas dos projetos de cenotecnia e iluminação cênica, assinados pelos arquitetos J. C. Serroni e Gustavo Lanfranchi, com a consultoria técnica do iluminador Silvestre Jr. e apoio da empresa Telem, fornecedora dos equipamentos nacionais e importados.

Foram abaixo todos os acabamentos originais que cobriam as paredes, pisos e o teto do antigo auditório. O concreto do teto foi tratado quase que totalmente com revestimento de lã de rocha. Foram instaladas 36 placas de madeira freijó, com dimensões específicas, peso, angulações e materiais de acabamento definidos tecnicamente em função da característica da sala e da distância do palco.

Ainda para a acuidade acústica, as paredes receberam camadas de concreto, lã de vidro e madeiras curvas seladas com blocos de isopor para, finalmente, terem acabamento de madeira freijó. O mesmo critério se aplicou na escolha do material utilizado na reforma das poltronas, couro sintético, e na configuração do palco, cujo resultado técnico garante que uma bateria instalada no lado direito do palco não transmita vibração para um piano no lado esquerdo.

O objetivo acústico também permeou o projeto de reforma do sistema de ar-condicionado, inteiramente refeito, com dimensões e revestimentos interno e externo das tubulações.

Os equipamentos importados de som e luz representam o melhor em tecnologia e qualidade disponível no mundo. Mesa digital Mackie de última geração com 48 canais, 24 bits e 96KHz, para sonorização de PA e gravação, além de oito monitores de palco, importados da norte-americana Meyer Sound, que é referência absoluta do mercado. Os microfones compõem um leque que vai desde microfones para shows, estúdio e lapela wireless. Interferências de face ou áreas de sombra foram eliminadas completamente com técnicas que incluíram caixas laterais, “subwoofers” e caixa central independente. O teatro importou também um piano da marca Kawai, modelo RX-7, de alta performance.

Ao fundo do teatro, uma área de 25 metros quadrados está destinada à cabine para operação de som e luz, cujos técnicos atuarão no mesmo plano dos espectadores e do palco, num espaço ideal para o controle de sonorização, iluminação cênica e operação de vídeo.