Carlos da Silva Assunção Filho, o Cafi, é pernambucano do
Recife mas mora e trabalha no Rio desde o final da década de
60. Estudou pintura e gravura na Escolinha de Arte do Brasil
e iniciou-se na fotografia aos vinte anos.
Profundamente ligado à música popular brasileira é autor de
mais de 260 capas de discos e cds. Dentre as mais
conhecidas as do Clube de Esquina 1 e 2, Geraes, Minas e
Milagre dos Peixes para Milton Nascimento, Vai Passar e Cio
da Terra, para Chico Buarque, Vento Bravo, para Edu Lobo,
além de capas para Beto Guedes, Geraldo Azevedo, Nana
Caymmi, Francis Hime, Cristina Buarque, Toninho Horta, Jards
Macalé e Sara Vaughan.
Fundou com Ronaldo Bastos, na década de 70, o movimento
Nuvem Cigana. Foi o criador da Galeria de Arte do Circo
Voador. Realizou mais de 20 exposições de fotografias,
inclusive no MAM do Rio de Janeiro e no MASP.Com os
colegas Miguel do Rio Branco, Walter Firmo e Pedro Moraes e
com textos de Darcy Ribeiro participou da coleção de
postais "Os Brasileiros ". Seu livro "Brazil" foi editado na
França pela Flamarion. Realizou catálogos para a Companhia
Dança Deborah Colker, para o grupo Intrépida Trupe, para
"Imagem Escrita" de Pedro Bial e "Imagem do Som" de Chico
Buarque.
Trabalha atualmente em ensaios fotográficos sobre o sertão
de João Guimarães Rosa e sobre a montagem de "Canudos"
pelo Teatro Oficina.
identificação do texto do totem :
texto do compositor Ronaldo Bastos para exposição de Cafi
na Galeria Cozinha Mineira, de Belo Horizonte, em 1990.
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